vi-te passar insensível ao meu sorriso, esboçado apenas para ti, mas que toda a gente via... menos tu...
vi-te, espelhada, na lagoa desse mar tão calmo e tão traiçoeiro das palavras que nunca existirão entre nós, e, com o tempo, irão ser nada mais que um pântano de sentimentos estagnados...
vi-te passear entre as pedras, gastas, sujas e ignoradas, e senti-me entre elas, sufocado pela tua indiferença...
vi-te, insensível ao tempo e espaço que te rodeava... que era eu...
vi-te, mas já não quero voltar a ver-te... estou insensível...
Coimbra, 2001