domingo, julho 02, 2006

quando vens ao meu encontro

Quando vens ao meu encontro
E é grande o assombro
Sentimos o ar a passar
Como o tempo
As sombras já não têm valor
E o Sol vem tardio
E quem pediu
Para não ser esquecido
Fica perdido
Sem sentido
À espera da luz
Como eu
E quando
No teu corpo de mulher
Encontrar aquilo que eu quiser
Parto enfim
Saciado de ti
Com vontade de voltar
E correr os campos até ao rio
Ao fundo da colina
Segurando a tua mão de menina

Guarda, 2006