quinta-feira, março 17, 2005

adeus, minha princesa

Adeus,minha Princesa
Que te não verei mais
Meus olhos cerram-se agora
E não mais abrirão
Para poder contemplar-te
Neste mundo de ilusão

Minha alma despedaçada
Grita agora:
"Adeus Amada,
Adeus!"
Serei o teu anjo da Guarda
Doravante e para sempre...

E que ninguém ouse
Deixar-te magoada
Pois sentirá sem demora
O frio da minha espada!

Serei servo...
Escudeiro...
Ou cavaleiro...
Serei sombra,
Serei luz

Adeus olhos de mar,
Adeus olhos de céu...
Juntem-se mar e céu
E sofram como eu.

Há em mim agora
Qualquer coisa que pesa....
...E dói...
Adeus Minha Princesa,
Adeus...

Coimbra, 26 de Fevereiro de 1999

quem me dera ver de novo

Quem me dera ver de novo
Os teus olhos a sorrir
Segurar a tua mão
Beijar teu seio e partir

Sente, sente a minha alma
Sente que se esvai em algo imundo
Vê o remorso esmagar-me o corpo
Desfazer-se no que é mais fundo

Como poderia eu culpar alguém
Que,como eu, sofre de apatia...
Sem saber sequer onde estou
Já nem vejo quem eu via

Como pode ser que duas almas
Que em tempos se julgaram unidas
Possam pensar-sequer sonhar
Que podem unir as suas vidas

Meu desejo é um só:
Teus olhos quero rever
Saborear a imagem da tua fronte
Beijar-te e morrer...

Coimbra, Bar "1910" 10/02/1999 02h14m

agradecimento

Deixo aqui uma palavra de agradecimento a uma Amiga de longa data, com quem partilhei muitos e grandes momentos. Há uns anos atrás, quando na veia poética fervilhavam as palavras, ávidas de luz, compus dois poemas, que tenho agora o prazer de partilhar convosco. Estiveram, para minha grande alegria e espanto, guardados religiosamente com a minha Amiga Vera Pinho, pois ela esteve presente nessa fase de estudante despreocupado, reinadio, em que a vida era mesmo feita de pequenos nadas. Mas foi com esses pequenos nadas que me construí. E são dois desses momentos que quero aqui publicar, deixando expressa a minha vertente romântica e sofredora. Sonhadora, talvez... mas que deixa muita saudade.
Muito Obrigado, Vera.