quinta-feira, agosto 05, 2004

da boca

Da boca
Saem-me palavras
Sofridas
Que contam
De duas vidas
Como se cruzaram
E eternamente
Se separaram
Para nunca mais
Se perderem de vista.
Palavras, talvez,
Que um pianista
Segredaria
Nas teclas
Frias
Alvas e sombrias,
Em melodias
Que irão ecoar
Pelo ar
Que nos separa
E teimosamente
Mente
Para nos unir...
Um dia...
Para sempre.

Coimbra, 2002