cinco sentidos
Quero ter-te.
Agora, ou antes
sentir-te com o meu ser.
E ser, contigo
Tudo o que eu puder:
Quero olhar-te,
como quem olha
A paisagem mais misteriosa
E mais gloriosa,
E seguir os teus movimentos
De ave livre,
Que destrona o azul imenso.
Quero ouvir-te,
O som inquieto do teu ser
Até ensurdecer
Com a leve melodia que emanas,
Como sons de harpas celestiais,
Desfrutar da canção
Que és
E que eu peço mais.
Quero o teu odor
De flores de campo
De floresta enevoada
Pela madrugada
Fresca, prateada,
De maresia vespertina
Solta no ar
Que ninguém domina.
Quero saborear-te
E abandonar-me aos prazeres
De sumarentas
Frutas doces
Maduras de Estio,
De iguarias matinais
Que alio ao que sou.
Quero tocar-te
Como a um tesouro
Que acabei de encontrar,
Como ao mais delicado tecido
E descobrir os mais secretos
Fenómenos,
E percorrer-te
Inteira.
Quero despertar
Ter-te aqui
E sentir
E sentir
E sentir...
Quero-te...
Guarda, Abril 2004
Agora, ou antes
sentir-te com o meu ser.
E ser, contigo
Tudo o que eu puder:
Quero olhar-te,
como quem olha
A paisagem mais misteriosa
E mais gloriosa,
E seguir os teus movimentos
De ave livre,
Que destrona o azul imenso.
Quero ouvir-te,
O som inquieto do teu ser
Até ensurdecer
Com a leve melodia que emanas,
Como sons de harpas celestiais,
Desfrutar da canção
Que és
E que eu peço mais.
Quero o teu odor
De flores de campo
De floresta enevoada
Pela madrugada
Fresca, prateada,
De maresia vespertina
Solta no ar
Que ninguém domina.
Quero saborear-te
E abandonar-me aos prazeres
De sumarentas
Frutas doces
Maduras de Estio,
De iguarias matinais
Que alio ao que sou.
Quero tocar-te
Como a um tesouro
Que acabei de encontrar,
Como ao mais delicado tecido
E descobrir os mais secretos
Fenómenos,
E percorrer-te
Inteira.
Quero despertar
Ter-te aqui
E sentir
E sentir
E sentir...
Quero-te...
Guarda, Abril 2004


1 Comments:
já agora... vê
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