quarta-feira, fevereiro 11, 2009

encosta a tua mão

Encosta a tua mão
Ao de leve
Um gesto breve
Mata tanta solidão…
Distante é o sonho
Escuro o mar
Belo o olhar
Onde os olhos eu ponho

Cativa-me amante
De horas grandes
Agora como antes
Cativa-me errante
Deita-me, te peço
Devolve-me as horas
E todas as demoras
Enquanto não adormeço

Que a viagem só nossa
Nos prenda em nós
Que se solte, veloz
Tudo o que eu possa
Em ti tudo de mim
De nós o tempo
De volta, lento
Tudo o que não teve fim


Guarda, Fevereiro de 2009