Domingo, Julho 02, 2006

quando vens ao meu encontro

Quando vens ao meu encontro
E é grande o assombro
Sentimos o ar a passar
Como o tempo
As sombras já não têm valor
E o Sol vem tardio
E quem pediu
Para não ser esquecido
Fica perdido
Sem sentido
À espera da luz
Como eu
E quando
No teu corpo de mulher
Encontrar aquilo que eu quiser
Parto enfim
Saciado de ti
Com vontade de voltar
E correr os campos até ao rio
Ao fundo da colina
Segurando a tua mão de menina

Guarda, 2006

2 Comments:

Blogger luna serena said...

Quando ele vem ao meu encontro, é como vento que sopra... é como brisa que beija meus cabelos e despreocupadamente se vai... é a névoa que empalidece o verdume da mata, é também o que desperta a árvore seca do seu sono preguiçoso; é o que dá vigor à seiva adormecida e revigora os ramos... porém, nada encontro em mim que aprisione o vento a que ele sabe ou a névoa que simplesmente passa por mim...


bjos...
Estela

11:09 PM  
Blogger Medusa said...

E quando se ama...
E quando quem se ama
Também nos ama...
Por mais que se tente
Nunca estamos saciados
Queremos mais...
Muito mais!

bjo da Medusa

6:51 PM  

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