há dias assim
Hoje decidi não escrever.
Prefiro ficar parado
Só a ver
O tempo cruzado
Por um espaço inquieto
E tão deserto
Como eu.
As palavras que haveria de dizer
Desenho-as, apenas,
Com o fumo que me rodeia.
E com elas faço uma teia
Onde, uma vez presos os sentimentos,
Vou ver se compreendo o que desenhei,
Que é aquilo que não sei.
Hoje decidi
Não dar ouvidos
Ao pensamento
E duvido,
Assim,
Que ele me ouça a mim.
Ficaremos cada um para o seu lado
Neste meu pequeno mundo,
Que afago,
Com sombras chinesas
De criaturas aladas
Que, sorrateiras,
Em vez de palavras,
Solto no ar,
Caladas...
E, quando der por mim,
Talvez até pense
E me convença
Que há dias assim.
Guarda, 28 de Março de 2004
Prefiro ficar parado
Só a ver
O tempo cruzado
Por um espaço inquieto
E tão deserto
Como eu.
As palavras que haveria de dizer
Desenho-as, apenas,
Com o fumo que me rodeia.
E com elas faço uma teia
Onde, uma vez presos os sentimentos,
Vou ver se compreendo o que desenhei,
Que é aquilo que não sei.
Hoje decidi
Não dar ouvidos
Ao pensamento
E duvido,
Assim,
Que ele me ouça a mim.
Ficaremos cada um para o seu lado
Neste meu pequeno mundo,
Que afago,
Com sombras chinesas
De criaturas aladas
Que, sorrateiras,
Em vez de palavras,
Solto no ar,
Caladas...
E, quando der por mim,
Talvez até pense
E me convença
Que há dias assim.
Guarda, 28 de Março de 2004


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