pára
Pára.
Pára um pouco.
Para quê tanta pressa?
Tens medo de não ter tempo?
Para quê?
Se sentires o tempo
Como uma brisa
Que nos afaga o rosto
Talvez ele possa
Passar mais devagar,
Mais disposto
A deixar
Que tu tenhas tempo.
Sente o tempo
Que te dá liberdade
Para poderes parar
E respirar
E contemplar a cidade
Que pára no tempo
Mas não consegue
Prendê-lo.
Tens tempo para mim?
Para ouvires
As minhas tolices
E partilhar
As horas felizes?
Pára!
Pára, por favor!
Nem consigo distinguir
O teu rosto,
Nem tomar o gosto
Ao teu olhar...
Pára um pouco,
Vá lá...
E senta-te ao pé de mim
Olha para ali...
O dia chega ao fim,
E, de noite,
O tempo é mais lento.
Consegue abrandar o vento
E aquecer as vozes no escuro.
Separa o futuro
E corta os sentidos
Que, adormecidos,
Ao teu lado,
Vão vivendo,
Devagar...
Agora que paraste...
Sentes o tempo?
Preguiçoso e lento...
Há quanto tempo não o sentias...?
Há quanto tempo não me vias...?
Aqui, parado...
À tua espera.
Há quanto tempo?...
Guarda, 26 de Julho 2005
Pára um pouco.
Para quê tanta pressa?
Tens medo de não ter tempo?
Para quê?
Se sentires o tempo
Como uma brisa
Que nos afaga o rosto
Talvez ele possa
Passar mais devagar,
Mais disposto
A deixar
Que tu tenhas tempo.
Sente o tempo
Que te dá liberdade
Para poderes parar
E respirar
E contemplar a cidade
Que pára no tempo
Mas não consegue
Prendê-lo.
Tens tempo para mim?
Para ouvires
As minhas tolices
E partilhar
As horas felizes?
Pára!
Pára, por favor!
Nem consigo distinguir
O teu rosto,
Nem tomar o gosto
Ao teu olhar...
Pára um pouco,
Vá lá...
E senta-te ao pé de mim
Olha para ali...
O dia chega ao fim,
E, de noite,
O tempo é mais lento.
Consegue abrandar o vento
E aquecer as vozes no escuro.
Separa o futuro
E corta os sentidos
Que, adormecidos,
Ao teu lado,
Vão vivendo,
Devagar...
Agora que paraste...
Sentes o tempo?
Preguiçoso e lento...
Há quanto tempo não o sentias...?
Há quanto tempo não me vias...?
Aqui, parado...
À tua espera.
Há quanto tempo?...
Guarda, 26 de Julho 2005


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